sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uma pequena brincadeira em forma de presente! ou um presentebrincadeiraemformadepoema

Carta aos amigos (carta à Narel)


Nesta um presente a todos os meus amigos. Dar se da seguinte forma, troque seu nome pelo da personagem Narel. 
E pronto assim configurar-se-á a brincadeira.


Que o cansaço do dia não te roube a energia do carinhoso sorriso.


Que o medo do amanhã não te impeça de vislumbrar o futuro, e quem sabe até sonhar, sim sonhar sim, penso que se não tivermos sonhos como poderemos pensar em um mundo melhor?


Que nas horas mais difíceis você pense em pássaros. Em voar, em liberdade no sentido mais bonito que esta palavra pode trazer-lhe a mente.


Que nunca falte trabalho, pois trabalhar traz auto-estima. Paga nossas bebidas, nossas roupas, nossa independência. Traz-nos autonomia.


Que as pessoas quando te ouvirem, primeiro duvidem de você, e somente depois acatem, ou até mesmo discordem. Pois como seria chato se todos concordassem com tudo o que temos a dizer, como teríamos oportunidade de crescer? Crescer enquanto pessoas, enquanto pensadores que todos somos. Mas que você aprimore o dom da fala, da oratória, e que sempre seja bem entendida.


Que os filhos, se vierem, e acho que para você eles vêm sim, pelo menos dois: menina e menino. Tragam felicidade, alegria, dê razão de viver, lhe faça refletir sobre o amanhã.


Que o parceiro, este que está do seu lado, seja sempre mais amigo do que amante! Amante é até simples de conseguirmos, porém os amigos, aquele do peito, esses são mais delicados. Que ele saiba lhe respeitar e lhe ajudar nessa eterna caminhada.


Que o gozo seja sempre especial, nunca banal, nunca forçado, tão pouco, falso. Que seja verdadeiro seja a manutenção do relacionamento, mas também seja o ponto uno, quase sacro do viver.


Que seja uma velinha até um tanto chata, mas que seja adorada pelos netos. E que seus filhos sempre liguem, não somente nas datas comemorativas, mas nas quartas, quintas e terças do ano, somente para perguntar se estás bem.


Detesto me repetir, mas que você possa sonhar, brincar, sorrir, ter prazer, gozar, viajar, passear, ter filhos, ter trabalho, essas coisas gostosas da vida.


Mas principalmente, amiga Narel, que assim como te desejo tudo o que esse pequeno mundo, não melhor ainda, tudo o que esta curta vida tem pra lhe dar de bom. Também desejo que se magoe; que chore; que fique triste; que se frustre; que tenha um pouco de depressão; que vá ao psiquiatra esporadicamente; que brigue com alguém toda semana; e que alguém morra eventualmente; enfim que a vida siga o curso que tiver de seguir...


Digo-te isso, não para te chatear, querida Narel, mas o que seria da alegria sem a tristeza?
O que seria da saudade sem o sentimento de falta?
O que seria das realizações pessoais, aquele trabalho bem remunerado, o carro novo, sem o sentimento de magoa, sem o sentimento de frustração?
O que seria da vida sem a morte...


Penso que para qualquer pessoa só saberá o que é alegria se já teve alguma coisa de triste... lembro-me agora daqueles sábio ditado popular que diz “quanto maior a fome, mas gostosa a comida fica” algo assim. Experimentar do ruim ao bom, só assim conheceremos o bom do bom. Nada de dicionários e livros de auto-ajuda... Narel, tem coisa melhor do que viver? E desde os inícios dos tempos que essa é a maior busca da humanidade: ser feliz. Portanto, seja feliz.

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