à saudade
Saudade. Que será?
Será o medo da ausência,
ainda que inverdadeira
Saudade será tal titã que só vemos em mitos gregos
que amaldiçoado, sofre de desejar e não poder possuir.
Saudade será gnomo travesso
incansável prega peças, peripécias
nos inadvertidos descuidados humanos.
Saudade... saudade
É doce. Também amarga.
As vezes triste. As vezes fraca.
Mas sempre sempre saudade.
Não há quem diga não sofrer da saudade
e não há que não sofrerá.
Só sei que saudade tenho cá.
Não sei se pouca ou se fraca
mas a minha sei é saudade.
Cuido cá, com cuidado. E ate gosto de saber que há saudade.
Que não se come
nem se vê.
Mas cá ta ela quietinha
As vezes revolta
noutras quentinha
Mas nunca esqueço
É saudade.
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